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|||||A Associação dos Expedicionários Campineiros
   :. Patrimônio histórico-cultural de Campinas

Expedicionários Campineiros no Rio de Janeiro

às vésperas do embarque para a Itália (Abril de 1944)

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|||De posse de vasto acervo histórico de fotos e documentos da participação dos pracinhas campineiros na II Guerra Mundial, a Associação dos Expedicionários Campineiros recebe parentes e amigos de expedicionários, pesquisadores e público em geral para conhecer e prestigiar este importante acervo de nossa história cívico-militar de Campinas, do Estado de São Paulo e de nosso Brasil.

 

 

Mapas, planfletos, roteiros e propagandas das época

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|||Neste vasto acerco histórico-cultural da AExpCamp ha também livros, revistas, crônicas e artigos referentes à odisséia dos campineiros febianos que foram escritos, sobre eles e por eles, ao longo dos anos pós-guerra.

|||Deste material de leitura, a pedido da viúva de um dos expedicionários Campineiros, Sra. Maria Moreno, divulgamos uma mensagem escrita por seu marido, um pracinha campineiros, para todos os companheiros que integraram a Força Expedicionária Brasileira na luta pela liberdade e pela democracia. Ei-la:

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Sim, uma mensagem aos meus companheiros que ainda resistem no tempo.

Uma mensagem para aqueles que viram nos ceús distantes a esperança de um possível regresso, a mensagem para aqueles que participaram de uma guerra e não a desejavam, mas que foram combatentes no seu modo de ser, de viver, de amar, de sentir e de sofrer.

Companheiros, cinquenta anos são passados. Estamos comemorando nossa volta à Pátria depois do término da Segunda Grande Guerra Mundial, e nela permanecemos por um longo ano.

Nós, ex-combatentes que servimos de exemplo à Nação, pelos preceitos democráticos, pela dignidade em receber as homenagens de que somos merecedores ao atendermos o chamado da Pátria.

Eis que há cinquenta anos éramos jovens cheios de vida e de sonhos, como qualquer outro jovem em qualquer época. A pátria nos chamou a atender, partindo para o teatro de operações de guerra, precisamente na Itália para, em conjunto com os Exércitos Aliados, tentarmos consolidar a democracia no mundo conturbado que vivíamos.

Partimos e deixamos aqui nossos amores, nossas familias, nossos amigos, e no espaço de tempo que lá estivemos, houve acertos e também desacertos, mas o certo mesmo é que nós , nos campos de luta, soubemos elevar bem alto o nome de nosso Brasil.

Os companheiros que sobreviveram voltara dispostos a recomeçar a vida e o tempo perdido. Entretanto, boa parte dos companheiros que não tiveram a mesma sorte, pois voltaram neuróticos e tornaram-se párias da sociedade, alguns até mesmo mendigando para poderem sobreviver. Outros ainda com menos sorte, ficaram sepultos em solo italiano, até que foram transladados para o Mausoléu do Soldado Desconhecido no Rio de Janeiro, onde repousam para a eternidade.

Razão por que, meu companheiro, ou mesmo meu amigo, se um dia for ao Rio de Janeiro, não deixe de visitar o Mausoléu onde repousam para a eternidade os companheiros que deram suas vidas pela Pátria. Entretanto, vá só, não leve ninguém consigo, que é para não distrair-se em diálogos inoportunos, porque o lugar é só de preces. E mais do que isso, de recolhimento, unção e respeito.

Vá e desça humilde e pequeno, mas contrito sempre, os degraus que o leva para a cripta do Mausoléu e sinta a emoção confrangir-lhe o peito, tomar-lhe a garganta e estreitá-la num ritus incontrolável. E, aos poucos, a cada olhar pelo cenário que ali desponta, haverá lágrimas pedindo para rolarem, e no tabernáculo do soldado desconhecido que não regressou, um silêncio profundo o envolverá.

Ouvir-se-á apenas o rumorejar da água que cai do pequeno lago para o plano da tumba eterna.

Então, você ouvirá, meu companheiro, os passos da sentinela que ali transita na monotonia do quarto de hora, para lá e para cá, e tudo mais é silêncio. O silêncio da Morte, da História, da Pátria, da Vida.

Todos e tudo reverenciam a memória que lpa se agasalha, a saudade do brasileiro que a boa terra distante pediu o sacrifício de sua vida. E ele deu.

Vá lentamente, sem pressa, passando de urna a urna e leia os nomes que no mármore de Carrara foram gravados para a eternidade do tempo. A nostalgia haverá de invadir o seu coração, e aquele silêncio o atordoará, fazendo-o meditar.

Meditará sim, no sacrifício daqueles homens desconhecidos que deram, em oblação por aqui que os dedos não sentem, os olhos não vêem, mas que no imo palpitam e que se chama dever, também chamado Pátria.

Você ouvirá os passos da sentinela e no fundo do seu ser, ecoará uma voz dos ausentes, ali presentes, que gritam o milenar do Sentido Alerta, para que possamos responder: Alerta estamos dos que sabem vigiar e estar atentos.

Você companheiro ouvirá os passos da sentinela, e então, se pegará filosofando sobre a tranquilidade da sua ingratidão e a ingratidão do seu esquecimento em visitar o Monumento.

Será apenas um minuto de silêncio que nunca se apagará de sua memória, se o impulso que o convidou à peregrinação daquele templo de recordações mais do que tristes for o mesmo que marca nos verdadeiros homens, o instante em que eles se agigantaram para a posteridade. Você ouvirá apenas o Cântico das Águas a cair e os passos da sentinela.

Caro companheiro ou amigo, faça então uma prece por eles e, a seguir, deixe o relicário eternal e vá redimir-se a conhecer a história dos moços que deixaram a terra e não retornaram.

E, enquanto sobe os degraus rumo ao sol, certo de que na penumbra da cripta há mais luz que no átrio do monumento, lembre-se que aqueles homens, tão jovens e tão cheios de vida e ardor pela Pátria, porque sabiam que iam morrer, cantavam esperançosos o estribilho da Canção do Expedicionário:

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... do Expedicionário Campineiro Salvador Moreno

*1915 - 2005

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Obras publicadas sobre a saga campineira na Segunda Guerra Mundial

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|||Para que as gerações futuras de brasileiros possam conhecer o legado heróico deixado pelo seus antepassados que lutaram no maior conflito armado do século XXI, o portal da Associação dos Expedicionários Campineiros torna pública a divulgação de obras escritas por ex-combatentes campineiros, amigos e familiares destes e entusiastas. As obras a seguir encontram-se esgotadas para aquisição, mas estão disponíveis em bibliotecas municipais de São Paulo, Campinas, Itapetininga, Capivari e São Luis de Paraitinga. Em 2015, com as comemorações dos 70 anos do Dia da Vitória, o livro Pracinhas Campineiros, revisto e ampliado na sua íntegra, teve edição comemorativa publicada no formato de e-book para acesso e leitura gratuitos na plataforma ISSUU.

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1998 2008
2008 2010 2015
    (E-book)
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Prestigie, divulgue e nos ajude a manter aceso o Cachimbo da Vitória!

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Expedicionários Campineiros desfilam

na Av. Francisco Glicério em Campinas, SP (1969)

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